No centro do universo

27/12/2016



No centro do universo

O que eu sinto?

Muita coisa

Ou coisa alguma?

Tudo parece distante e frio.

Queria que tudo fosse diferente,

Assim como o meu jeito de escrever.

Mas o que eu posso fazer...

Se eu só uso a essência do meu ser

E do meu ver.

Uso o meu jeito de pensar

O meu modo de amar

A terra e o mar,

Até o céu me revelar

O segredo do Amor,

Que posso reencontrar

Na mais simples flor!

Mas neste lugar

Sentada na beira do prédio,

Só posso contemplar

O doce remédio

Da luz lunar

Que me traz a esperança...

De um dia

Sentir a alegria.

De ver germinar

A sementinha do amor...

No coração de cada criança,

Onde eu posso voltar a sonhar

Com um mundo sem dor.

Neste lugar tão frio

Eu sinto arrepio

Em olhar para o céu

De cor cinza tão escura

Que nem breu,

Que me causa amargura.

De onde estou

Sinto calafrios

Só em pensar

Na espera de uma tempestade

Que sem maldade

Joga suas águas sobre os rios

E o mar

Causando dor e sofrimento

Mas nesta hora

Não adiante arrependimento

Muito menos ir embora

Precisamos cuidar antes do acontecimento.

Na minha frente vejo a lua

Que não é minha nem tua

Mas que cuida de nós

Sem interesse gratuitamente

Ensina-nos a desatar o nós

Para que possamos viver tranquilamente.

Daqui eu vejo a luz artificial

Tentando trazer calor

Para a friagem dos prédios

Os quais não suportam mais

Os seus próprios ais

Mas quem os escuta?

Embora eles não tenham vida

Como a nossa,

Eles também precisam respirar

O verde da natureza,

Sentir a alegria de ver

O colorido das flores.

Afinal eles são o nosso lar

Que acolhe todo o nosso sentimento.

Se tudo está bem com nosso ser

Eles também ficaram bem em nos ver

Sem sofrimento.

Vamos cuidar com muito amor

Do nosso universo.

Vamos lhe dar o espaço que ele precisa,

Para que a lua faça germinar

O fruto do Amor

E para o nosso mundo possa respirar melhor

Sentindo o aroma da natureza

O colorido do mais belo jardim

Evitando assim

O fim do mais belo jasmim!

O nosso universo.